22 de janeiro de 2010

Adolescentes: Um projeto de vida (parte 1)


A adolescência é uma fase de transformações, é a transição da infância para a fase adulta. Ao mesmo tempo em que o pré-adolescente quer crescer, sente medo. Crescer assusta. É uma experiência nova, e o novo é sempre um desafio na vida humana.
De acordo com Denise D’Aurea Tardeli, psicóloga, pedagoga e doutora em Psicologia Escolar e Desenvolvimento Humano pela Universidade de São Paulo (USP), a ausência de projeto deixa a vida sem sentido e surge o tédio. “Assim é muito fácil cair em depressão ou entrar em situações de risco. Cada jovem reage de uma forma, por isso é importante o apoio para que ele se encontre”, esclarece.

Para a pesquisadora, se o jovem nessa idade não tiver pelo menos um projeto em mente que o direcione a alvos certos, acabará sendo gerada nele a cultura do tédio e da desesperança. “O jovem sente necessidade de inserir-se socialmente, e quando por várias razões isto não ocorre, vai acontecendo uma anulação de si, até perder o interesse pelas coisas ou, ao contrário, buscar a sensação de aventura e perigo todo o tempo para preencher o vazio com excesso de adrenalina”, destaca a psicóloga.

Tardeli explica ainda que um projeto de vida simples pode estimular e ajudar muito. “O projeto não precisa ser nada grandioso, mas precisa ter um significado para aquele determinado jovem. Precisa ter valor para ele; é isto que o leva para a frente, que lhe dá a direção, que o faz buscar, se aprimorar e ter vontade de envelhecer”, explica.

Segundo a psicóloga, a escolha da profissão traz bastante tensão, apesar de hoje quase todos os jovens dos grandes centros urbanos, de uma forma ou de outra, buscarem cursos universitários. “O importante é conhecerem suas habilidades para escolher o melhor caminho”, orienta.

A especialista sugere que as escolas criem atividades que envolvam várias áreas. Dessa forma, o adolescente se descobriria numa delas. “Conhecer as suas capacidades é um bom caminho para que ele busque atividades futuras que saiam do âmbito escolar, como trabalhos sociais, atividades artísticas ou esportivas, sem que isto seja uma pressão, mas, sim, oportunidades de experimentar”, defende.

(continua...)

Fonte: www.revistaplenitude.com.br

Nenhum comentário:

Postar um comentário